Um parque eólico offshore bem-sucedido é definido muito antes de a primeira pá começar a girar. O desempenho da estrutura ao longo de 20 a 30 anos de operação nasce nas decisões de engenharia early-stage: na caracterização das cargas ambientais, na seleção e no dimensionamento da fundação, na análise da frequência natural do sistema acoplado (torre, subestrutura e fundação) para evitar ressonância com as frequências de excitação do rotor, e na validação dos dados meteoceanográficos que sustentam todo o projeto. Decisões tomadas de forma imprecisa nesta fase custam caro mais tarde: retrabalho de engenharia, atraso de cronograma e, no pior cenário, fadiga estrutural prematura.
Na NSG, esse tipo de decisão vem sendo tomado há duas décadas na engenharia offshore de óleo e gás no Brasil. Hoje aplicamos o mesmo raciocínio, e boa parte da mesma base metodológica, a projetos de energia eólica offshore no mar Báltico, no mar do Norte e na costa leste dos Estados Unidos, com equipe própria de análise estrutural e integridade que já testou esses métodos sob a exigência regulatória e ambiental do setor de óleo e gás.
Fundação e carga ambiental na energia eólica offshore
O projeto de uma subestrutura, seja fixa (monopile, jaqueta, tripé) ou flutuante (semi-submersível, spar, TLP), faz parte do portfólio de eólica offshore da NSG e passa por estudos paramétricos que cruzam profundidade de lâmina d’água, condições geotécnicas do solo marinho e classe da turbina, para chegar ao melhor equilíbrio entre consumo de aço, carga de projeto e resposta dinâmica da estrutura. Essas análises são conduzidas com as mesmas ferramentas de simulação estrutural e hidrodinâmica (incluindo FEA e OrcaFlex) já consolidadas nos projetos offshore de óleo e gás da NSG. O objetivo central dessa etapa é posicionar a frequência natural do sistema fora das faixas de excitação 1P (rotação do rotor) e 3P (passagem das pás), evitando ressonância que comprometeria a vida útil da estrutura.
A viabilidade técnico-econômica, desenvolvida no formato FEED, soma a isso a perda de geração por efeito esteira (wake effect), quando turbinas a jusante recebem vento com menor energia por conta da turbulência gerada pelas turbinas a montante, além da disponibilidade de embarcações especializadas para instalação e manutenção, planejada com base em dados históricos de operação e em janelas ambientais.
Por trás de tudo isso está a série meteoceanográfica, o mesmo tipo de dado que sustenta o projeto de plataformas de óleo e gás, aqui aplicado tanto à carga de projeto da fundação quanto à viabilidade logística da operação. No Brasil, a infraestrutura de medição em alto mar ainda é escassa. Por isso, aplicamos, junto a parceiros internacionais, análises já validadas em mercados eólicos maduros, adaptadas às condições ambientais e à logística da costa brasileira, entregando estudos estruturados e auditáveis que sustentam decisões de investimento com segurança técnica.
Precisa reduzir o risco de engenharia do seu próximo projeto de energia eólica offshore, seja na fase de viabilidade ou no detalhamento de fundação? Fale com a NSG e descubra como duas décadas de rigor técnico em óleo e gás offshore podem apoiar sua próxima operação.



